Segunda a Sexta

  • "Aí você vê como tudo é frágil. Uma coisinha pode derrubar tudo"

    Chiquinho, do Mombojó, para a TRIP

    Tema da Semana: FRÁGIL

 

postCarta ao amigo

Gazza

Hoje eu acordei triste. Aliás, nem acordei. Decidi que não quero mais essa vida, parada, sem paixão. Tem até tesão, que confesso, não falta mesmo. Mas fica só na vontade. É sempre assim. E aí, me amoleço a perguntar: qual o sentido dessa vida? O que eu faço aqui, preso, quase que inutilizado? Tentei entender a situação do cara, mas ele manda mal demais. Sempre foi assim. O prazer, vem na mão. E eu quero mais, muito mais. Quero gozar com liberdade, com felicidade. Cresci para isso – e cresço sempre, quando o sujeito dá chance. Mas está difícil.
 
Veja bem. Não que eu não goste do cara, pô. Eu nasci com ele, sabe. Cresci com ele, confesso que não muitas vezes. Então, é aquilo, a gente não escolhe pai e mãe. Porque se eu pudesse… São três meses de atraso, três meses, companheiro. E quando eu penso na vida que vocês levam, aí é pra baixo mesmo, fico lá, cabisbaixo, sem piedade. Outro dia, acordei naquela, ereto, inchado. O sorriso foi imediato, mas quando vi, tava na mão, outra vez. Na mão, sempre, não dá. Chega. Eu quero o molhado quente, com sabor de puro prazer. Quero o vai-e-vem macio, gostoso. Rápido, lento. Com pressão. Quero diversão, quero sentir a vida pulsar em mim. E como pulsa!
 
Eu desisti, amigo. Aqui, tem jeito não. Só resta me aposentar, infelizmente. A última tem três meses. E foi muito mais ou menos. Muito mais para menos. Eu mesmo fiquei envergonhado pelo meu amigo. Sabe aquela coisa de se constranger pelos outros? Pois é. Estávamos lá. Sim, nós quatro, porque eu sou gente, tenho vontade própria mesmo. Nunca fui desses que só obedecem. Quando dá vontade, eu cresço mesmo. Sem cerimônia. E até para ajudar o cara, né?
 
Então, o cara mandou mal já nas preliminares. Eu lá, duro, aquele pé de mesa, na maior vontade, quase rasgando a calça. E louco para vê-la, aquela preciosidade, que só pelo volume me deixou louco, completamente. Pois bem. O cara decidiu partir pro jogo, ali, quase sem aquecimento. Resultado: distensão na certa. Que vergonha, companheiro. Em dois minutos, o serviço estava pronto. E as duas lá, olhando pra ele, com aquela cara entre a pena e a decepção. E eu, já cabisbaixo, lamentava mais uma diversão perdida.
 
Broxei… Pra sempre…

 

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27.03.09 em: Sexta