São João: êta vidão
Aline Leal
parceria sinhô muriço e sinháline
No mês de junho me misturo nas festas lá do sertão. Danço forró, pulo fogueira, caldo verde e muito quentão. Pra ver no altar dessa quadrilha, vestido de noiva, o maridão, pra me lembrar que depois de Santo Antonio, vem o dia de São João.
É muito frio lá na roça, tem pé-de-moleque e paçoca, tem beijo na boca e aperto de mão. Esse é o mês de São João!
Tem quadrilha animada, tem muié arretada, óia a cobra, rapazeada, é pura diversão: êta trem bão!
Correio-do-amor, maçã-do-amor, no arrepio da sanfona o cantador: anarriêeee, anarriêeee.
Fiquei todo animado, me afundei na barafunda, fui pular a fogueirinha e quase que queimo a bunda.
Pra mulecada espivitada, o estalinho é a diversão, mas pros marmanjo e pras muié, bão mesmo é o forrozão… Dança ele, dança ela, lá no céu sobe o balão, mexe mexe essa canjica, serve logo o salsichão.
Arranca-rabo, um vira-vira, a caipira quase pira! Mas que rebolado, tô ficando apaixonado no balanço do baião. Nisso eu sou bão!
24.06.09 em: Quarta
Dá vontade de sair dançando, e comendo, e bebendo quentão.
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Nesse ritmo que embala o poema junino, até eu que não sou muito chegado a festa caipira, tenho vontade de pular fogueira e dançar um bom forró.
Gostei muito.
Bjs
Chico
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Seu poema tem uma musicalidade maravilhosa, divertida, com linguagem própria das festas juninas.
Leia cantando, como um forró, como um baião. Eu já fiz. É muito legal!
Bjs, Lúcia
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Êta trem bão!
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É engraçado, aqui em Portugal também existe uma festa junina chamada S. João, e é logo a seguir a Sto. António também, festa que é conhecida pelos casamentos! Coincidência?
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