Ciranda Disforme
Aline Leal
Gaga, é só uma bela corcunda.
Gasta corrente do gozo à cratera.
Erma, o olho fulmina e não cura.
Olho, viaduto, ensina e soterra.
Estou ofegante e entro na sala,
Vasta por dentro de um corpo enlatada,
Tornado, os ventos, as nuvens, em crase.
Zero o que há de mais vital no vivo
Vozes passadas a ferro e crivo
Não é dourada a áurea que levito.
Ao vivo, creio no que é absurdo.
Doída, espero roendo o abissal.
Tolhida uma anti-intelectual.
Passada uma só em presente múltiplo
26.08.09 em: Quarta