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	<title>Segunda a Sexta</title>
	<link>http://segundaasexta.com.br</link>
	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
	<lastBuildDate>Fri, 12 Mar 2010 16:15:19 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A menina transparente*</title>
		<description>Eu apareço disfarçada de todas as coisas . . .
Posso ser vista no por-do-sol ou no nascer dele.
Eu posso estar através da janela,
Posso ser vista na asa da gaivota
Ou pelo ar que passa por ela.
Muitos me vêem no mar,
Outros na comida da panela.
Posso aparecer para qualquer ser,
Desde ele pequenininho;
Ficar com ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/12/a-menina-transparente/</link>
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		<title>O Grande e o pequeno *</title>
		<description>Por Adriana Falcão

Todo caso de amor tem um grande e um pequeno. Alguém um dia falou, em francês, que em todo caso de amor il y a toujours qui aime et qui se laisse aimer. É mais ou menos a mesma coisa. O pequeno ama, o grande se deixa amar. ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/11/o-grande-e-o-pequeno/</link>
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		<title>O Cativo*</title>
		<description>por: Jorge Luís Borges           

                   Em Junín ou em Tapalquén contam a história. Um miúdo desapareceu depois de um ataque dos índios; disse-se que o tinham raptado. Os seus pais procuraram-no inutilmente; passados anos, um soldado que vinha de terra adentro falou-lhes de um índio de olhos celestes que bem podia ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/10/o-cativo/</link>
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		<title>Resíduo*</title>
		<description>Por Carlos Drummond de Andrade

De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.

Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/09/residuo/</link>
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		<title>Início</title>
		<description>"resolveu tomar a última, com jeito de primeira. e assim era. de primeira.

de repente... o jogo das almas que se encontram, ou se esbarram, sem princípio, sem linha (do tempo). e quem disse que o começo do dia é pela manhã? "ousadia dos burocratas solares", pensou, fazendo acrobacia na fumaça ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/08/inicio/</link>
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		<title>Foi ele&#8230;</title>
		<description>Marques
O que vc me fez
Me deixou assim
Metade em mim
Numa viagem sem fim
Mal de mim
Todo esse prazer
Em me fazer sofrer </description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/05/foi-ele/</link>
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		<title>Doce segredo</title>
		<description>        Aquele bracinho alvo e doente provocava-lhe calores. Observara-o durante muitos meses, todas as vezes que a moça ia à farmácia para tomar uma dose da injeção. Reginaldo, que ainda não tinha permissão para aplicar o medicamento, contorcia-se. Não tinha olhos para outra coisa que não fosse o braço descoberto ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/04/doce-segredo/</link>
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		<title>Fogueira</title>
		<description>Envolvo-a em meus braços enquanto chora, ela não me ama. Tive esse sonho na noite anterior e acordei com dor no peito.E custei a voltar a dormir. E cheguei atrasado no trabalho. E estamos juntos há tantos anos e ela nunca esqueceu aquele homem e chora por ele e chora ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/03/fogueira/</link>
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		<title>Léa</title>
		<description>"Tudo é bom quando é excessivo"
Marquês de Sade

Era o terceiro e melhor e-mail que recebia depois do anúncio na Internet. Os erros de português quase anulavam os belos quadris da remetente, mas seus preciosismos não o impediriam de realizar fantasias. Respondeu:

“Gostei de você. Também adoro brincar com fogo e facas. ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/02/lea/</link>
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		<title>Dolores</title>
		<description>"Espelho torturante", disse, em voz alta, não sem antes olhar sem entender para o telefone, como se a frase, quase psicografada, viesse de algum canto, por fibras óticas. "Quem diria isso?", encolheu-se, assustada. Não temia vozes reais, mas as que não provinham de objetos ou pessoas in loco. Ah, ouvia-as, ...</description>
		<link>http://segundaasexta.com.br/2010/03/01/dolores/</link>
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